Arquivo do autor:ibopeecia

O consequente narciso do mimo educacional:

Houve um tempo em que, ainda que teimosos, os jovens tinham as decisões paternas/maternas como finalidade e, por conseguinte, as acatavam. Nesse tempo, embora revoltos, os adolescentes  guardavam em si sempre uma frase, qual seja: ”Meus pais não deixam/deixaram”. Quando a diziam, fazia sentido… Fazia.

Algum tempo depois, com uma ainda mais revolta juventude, o dito acima, antes decisivo, tornou-se piada. Muito em função, é óbvio, do mimo educacional com o qual a atual leva de jovens é tratado. A última palavra, não importa como for dita – se calma ou exclamada – é sempre do menor; tal fato até poderia ser interpretado como ”autonomia precoce” ou ”responsabilidade antecipada”, entretanto, não o é. Na realidade, como de praxe, é natural que haja uma arrogância crescente daquele que sempre recebe sinal positivo. Não que a repressão seja a atitude mais funcional, mas há de se pensar, sim, que tampouco a deturpação da liberdade pode ser. 

Contudo, é preocupante que a rebeldia juvenil tenha estado em condição superior ao educar adulto. Isto, entre tanto revés, traz ao primeiro a pseuda impressão de que lhe é endireitado tudo, sem haver inclusive consequência. A passividade dos pais tem sido fator mor para a empáfia dos filhos. Para a mudança disso, portanto, é imprescindível que a autoridade, não no sentido físico, mas principalmente no psicológico, seja posta de forma credível e crucial, dando, então, aos menores ordens às quais terão de respeitar, a contrapartida das suas vontades, afinal, a educação é de fato fruto caseiro. 

– Kaio Lopes

 

Carta ao além:

Hoje, Dia dos Professores, como todos os dias, aliás… Me veio a cabeça uma pessoa. Esta foi responsável por grande parte do que eu aprendi, na leitura, na escrita, mas, principalmente, na vida. Pude conhecê-la em 2012, último ano do Ensino Fundamental II, e daí em diante uma admiração perpetuada. Era o primeiro a entrar na sala, o último a sair. Quando passava pela porta, tanto na entrada quanto na saída, cumprimentos sinceros, alheios àquelas convenções sociais forçadas. E o dia, de fato, se tornara bom. Entre conselhos de vida, compartilhamentos de culturas e conceitos, sempre com humildade e consenso, surgiu mais do que uma relação aluno-professor(a). Talvez uma amizade, da minha parte pelo menos. Me lembro dos poemas de Fernando Pessoa, dos seus heterônimos, da relação cultural entre as línguas, das correções, que embora rígidas, necessárias. Além da competência profissional, uma imensidão pessoal, um coração colossal, uma consciência experiente e madura. Reconhecia-nos com meros olhares, oferecia-nos soluções, propondo civilidade e respeito, uma vez que num clima conturbado, tornava-se complicado manter tais posturas. Pude manter, ao menos naquelas aulas, nas segundas, quartas e sextas-feiras. Certo dia, após o êxito – de praxe – da aula, pudemos ouvi-la contando-nos histórias de vida, com um poder de mantermos concentrados impressionante. Mantive-me focado, ininterruptamente, durante todo o monólogo… e segurei as lágrimas, pois nada naquele instante poderia me desfocar. Ouvia dela sobre a sua mãe, como se tratavam e das promessas feitas, entre as quais incluía-se a vontade de lecionar. Aquilo tudo me fez sentido! Havia, por trás daquela fortaleza inultrapassável, um ponto de partida crucial, um porquê que explicara a mim todas as outras dúvidas que surgiram na minha mente por perceber que toda aquela dedicação era incomum, rara, quase inexistente naquele ambiente. Contou-nos também de quando assistiu ao show da Legião Urbana em Sorocaba, cidade vizinha, observando que, ao ouvir ”Vento no Litoral”, canção excepcional de Renato Russo, emocionava-se pela representação íntima dela com aquela letra, a qual trata de saudade, despedida e recomeço. Hoje, quase três anos depois, já não posso entrar na sala de aula e vê-la ali, ensinando com prazer e gratidão, pois o vento a levou, a Física, a Química, enfim, a Ciência a tirou daqui. Mas, toda vez que escrevo, leio e me comunico, no fundo guardo tanta gratidão pelo o que me foi ensinado, que acabo por ouvir a música citada… e me emocionar. Porque, além de ter sido uma professora, me foi uma amiga, uma irmã, conselheira de todas as manhãs. Num ano complicado para mim, um alento que me manteve forte. Se as ciências exatas não a manteve, as humanas lhe perpetuou; numa sociedade à mercê do ceticismo, tu acreditou, e deu sentido para a Sociologia; num ambiente desprovido de consciência, expunha pensamentos capazes de nos fazer racionalizar, sendo assim, um alto-falante da Filosofia; naquela hostilidade incomunicável e ignorante, deu-nos armas linguistas para a defesa própria através de argumentos verbais, não de reações físicas, possibilitando-nos, enfim, a aproximação ao Português como todos deveriam ter feito – e não o fizeram por covardia.

Tão corajosa! Tão honrosa! E tão ética! Saudades, Professora Edna. Digo, sem culpa e receio, ou arrependimento, aliás, exclamo: TU FOI A MELHOR EDUCADORA DA MINHA VIDA DENTRO DO ÂMBITO ESCOLAR! E, neste dia, teria de escrever sobre ti, embora tenha a consciência de que não está mais aqui, mas sabido do quão convergente esta minha opinião é perante aos que puderam tê-la, de alguma forma, em algum lugar, por algum período.

  • Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. (Pessoa, FERNANDO).

– Kaio Lopes, ex-aluno de uma eterna professora. 

Rapidinhas:

Uma exceção à ‘’lei’’:

Desafiadora! Adjetivo nenhum daria um sentido maior ao fenômeno ‘’Verdades Secretas’’, trama de Walcir Carrasco, que chegou ao fim recentemente. O capítulo final não decepcionou, quiçá correspondeu às expectativas, isto porque esteve acima delas do início ao fim.

Após tamanho sucesso, é bom que pensemos: será que a Rede Globo dará novamente ao autor desta novela, ou mesmo de outra, a possibilidade de encorajar-se frente ao convencionalismo e ao praxe consolidado pela emissora? Ou, de fato, como sugere o título acima, foi uma exceção à lei? Porque, afinal, tal padrão imposto pela Família Marinho nunca se tratou de uma REGRA, mas sim de um pacto, algo consumado, concreto, inalterável e que, se desafiado, quem o fez pagara muito alto.

… Que não seja o caso de Walcir – que com Verdades Secretas quebrou paradigmas globais e chocou o público fiel da emissora, digo, as sempre apegadas aos seus folhetins, as donas de casa.

‘’Senta lá, Patrícia!’’:

Tem sido impressionante, e até constrangedor, o quão preocupada está a colunista do – pasmem! – O GLOBO com o sucesso e, por conseguinte, a liderança de ‘’Os Dez Mandamentos’’. Certo dia a ‘’Sr. Imparcialidade’’ classificou como CANASTRICE a atuação do antagonista Ramsés, vivido pelo talentoso (SIM!!!) Sérgio Marone. É como se a Rede Record já não tivesse antes incomodado a sua emissora… O problema é que agora o sucesso é tão absurdo, que a liderança da NOVELA DAS ‘’9’’ inexiste contra a trama da sempre criticada concorrente. Há espaço para tudo, para todos! E se a Kogut está tão impressionada com isso, que sente no sofá da sua residência, mude para a Record e acompanhe de fato. Ou simplesmente aceite o PRIMEIRÍSSIMO E MERECEDÍSSIMO lugar da inesquecível produção bíblica.

NOTA 0 PARA A PARCIALIDADE DA DITA JORNALISTA.

Um baldo de gelo para esfriar o ‘’Esquenta!’’:

Alguém, por obséquio, se for possível, diz para a Regina Casé que o seu pseudo-sorriso já não engana ninguém? Ah! Vai lá… Talvez uns carioquinhas, mas até mesmo o estado para qual é feito esse programa – embora neguem – desistiu de tamanha falsidade e hipocrisia. Citando certa poeta, exclamo para a produção e todos os envolvidos desta aberração: ‘’Gente, vocês são nojentos!’’.

  • Kaio Lopes

Muito além do #7×1:

Há 1 ano, no anoitecer de uma terça-feira, sob a presença de mais de 70 mil “torcedores”, éramos vítimas de um dos maiores vexames da história, não somente no âmbito futebolístico, mas também no político, cultural, social, etc… Foi como se o nosso dinheiro, digo, os bilhões de reais que nos foram extraídos, tivessem sido jogados ao vento, perdidos, desvalorizados. De fato, o sonoro grito de GOL sequencial dos alemãos soou aos nossos ouvidos como um sermão necessário, um grito inevitável, um despertador ensurdecedor. Entretanto, embora absurdo o placar estampado em nossas caras, se pensarmos bem, foi um espelho limpíssimo que nos refletiu o que somos realmente, aliás, o que a nossa política nos tornou. Os bastidores da Copa do Mundo foram tão corruptos quanto os do Planalto. Gastos ilimitados, perspectivas efêmeras, ausência de ética e moral, privilégios oriundos da imagem para quem a tinha e sabia usá-la. Enfim, a goleada que tomamos tem sido diária, mensal, anual, secular. Na economia, enquanto o Brasil toca a bola, ameaçando, dando chutes distantes da rede; a Alemanha treina, planeja, entrosa e, portanto, faz-se preparada para o jogo, sabendo exatamente onde deve tocar, quem deve defendê-la e a meta que deve alcançar. Na cultura, o Brasil recua, regride e usa um uniforme que não lhe é característico, ao contrário, o descaracteriza; enquanto a Alemanha chuta a bola murcha para quem ainda é útil, e compacta seu centro campal a fins relevantes, tratando a bola com fineza e elegância, talvez arrogantemente, porém com extrema eficiência. Deixo, então, as analogias de lado para tonificar a realidade que me é límpida: o Brasil apanha da Alemanha e de qualquer outra nação em quaisquer circunstâncias, seja dentro ou fora de campo. Muito além do 7 x 1, o vexame tupiniquim é constante, agravante, gradual, ou seja, a contrapartida do que deveríamos ser na condição de 7ª maior economia mundial, temos estado instáveis, mais pra baixo que pra cima. O mapa brasileiro é o estádio do fatídico acontecimento. Os vermelhos representam os turistas que vêem pra cá e riem de nós; os amarelos somos nós, incapazes de disputarmos justamente com uma “concorrente”, abatidos perante ao fracasso, na iminência do abismo; o juíz representa aquela pequena parcela social que tenta controlar as coisas e nos impôr regras a serem seguidas, racionando as emoções; e aquela de azul no ápice do cargo, sentada longe do povo, em área restrita, é a figura maior do nosso país, que assiste aos espetáculos que lhe convém e omite as desgraças que deveriam convê-la tanto quanto. Enquanto entrarmos no gramado e pisarmos nas ruas sem coragem para vencer, ouviremos gols e mais gols, de várias formas, narrados de maneira sádica, como desdenhas contra os nossos fiascos.

Gol da Alemanha… 7 x 1 de fato foi o mínimo.

– Kaio Lopes

DEBATE PRESIDENCIAL (Band): Dilma despreparada, Marina afiada e Aécio amedrontado.

Realizado ontem, 26, o primeiro Debate Presidencial com os candidatos que pretendem presidir o Brasil não foi surpreendente, mas intenso. Tamanha intensidade deu-se dado ao embate direto entre os três principais candidatos, através de trocas de farpas e propagações eleitorais visando crescimento nas pesquisas, é óbvio. Dilma Rousseff manteve a postura de imposição diante dos fatos, mas acovardou-se quando questionada sobre as corrupções em seu período governamental. Além, é claro, de ter omitido e exacerbado informações ao seu favor. Marina Silva, empolgada com a ascendência enorme e rápida nas pesquisas (de 20 % no Datafolha para 29 % no Ibope), afiou seus argumentos e obteve êxito ao causar insegurança nos rivais, dando respostas dinâmicas e enfatizando os erros sem diminuir os acertos da concorrência. Destacou-se também as suas tréplicas, com as quais a candidata do PSB concluiu corretamente e coerentemente suas respostas em meio aos questionamentos de jornalistas um tanto presos pela ditadura midiática e de rivais desesperados com o seu poderio popular. Aécio Neves personificou o PSDB ao trazer ao telespectador nada mais que perguntas medrosas e abusando da monotonia ao desviar o foco de Marina atacando Dilma, que ele acredita ser sua concorrente, enquanto os números apontam o contrário. Mensuro também sua obsessão por FHC, colocando-o nas pautas afim de defender a incompetência do seu partido. ” Pastor ” Everaldo conseguir expôr suas ideias atrasadas e consequentemente perder quase toda a fidelidade daqueles que viam nele um candidato leal. Trouxe ao palco um Feliciano controlado, pregou como se nós telespectadores fossemos seus servos evangélicos e soube apenas direcionar suas críticas aos erros da polarização PT/PSBD, porém, sem apresentar soluções. Eduardo Jorge foi um típico líder do PV, exagerando na dose ao extremar suas opiniões sobre o trio protagonista, reduzindo Marina Silva ao corrupto PT e acusando-a de ser uma petista enrustida. Teve personalidade para impor-se de maneira forte diante de tanta impossibilidade numérica e tornou-se meme na internet, sendo ele o alívio cômico necessário para entreter os telespectadores em meio aos clichês exclamados durante quase todo o Debate. Levy Fidélix gritou, implicou (com razão) e subestimou o cenário atual ao desafiar o caráter dos candidatos com suas perguntas coerentes, mas pequenas diante do que o público espera de um candidato. Por fim, Luciana Genro introduziu o método PSOL de politizar, iluminando o Brasil e prometendo o fim da escuridão que corrompe o país, mas o fez de maneira que lhe caracterizou como uma iluminista exagerada e fora da realidade. Apresentou boas propostas e agradou os seus eleitores, mas errou ao atacar Marina Silva, quando deveria questionar o PT, afinal, evidenciou durante três horas seu ódio pelo estrelismo vermelho. Contudo, é necessário que saibamos discernir o Debate das Eleições. O primeiro é intimista e restrito aos candidatos, mesmo que televisionado ao grande público. A segunda é a participação popular por meio de argumentos formulados através do anterior. PT e PSDB se atacaram e PSB manteve a postura, reforçando o favoritismo atual de Marina Silva. Os menores mostrando-se pequenos, contrariando suas ideologias ambiciosas. Nos resta esperar o próximo EMBATE e torcer para uma melhoria significativa, que nos dê motivos para acreditar nas palavras ditas sem precisar contextualizá-las de acordo com a opinião alheia. Proposições ideológicas e ativismo político é o que nos resta para termos, tal como os americanos têm, equilíbrio entre os partidos, igualdade partidárias no que se refere ao monopólio midiático. Esperemos pelo próximo Debate. Enquanto isso, vamos continuar nos atualizando quanto aos candidatos para poder assisti-los com firmeza argumentativa.

Por: Kaio Lopes

Morte de ascendente político deve causar alterações drásticas nas Eleições 2014:

O quão inevitável pode ser o ambíguo estado temporal entre o dormir e o acordar? O quão surpreendente pode ser a morte de quem parecia tão vivo? São perguntas sem respostas, porque não há como quantificar a inevitabilidade. A política brasileira que o diga. Ontem, numa sabatina no Jornal Nacional, Eduardo Campos evidenciava sua vontade em tornar-se o próximo Presidente da República ao ignorar a inimizade e as trocas de farpas e dar lugar ao conveniente tratado sobre suas propostas e o porquê delas. Hoje, 13 de agosto de 2014, uma intensidade midiática divulgava surpreendentemente a sua morte, sendo este um dos mais importantes acontecimentos políticos da história, por se tratar de um trágico e intrigante acidente, que resultou no falecimento de um candidato considerável, uma opção mais limpa para presidente – diante de adversários politicamente desonestos e historicamente desconfiáveis. Segundo as recentes pesquisas, o ex-governador pernambucano aparecia com 10 % (-2 ou +2 de margem de erro), porcentagem que não ameaçava os consideráveis números de Aécio Neves (PSBD) e Dilma Rousseff (PT). Marina Silva sempre foi a opção mais confortável para grande parte dos brasileiros desde a sua ascensão popular em 2010. Mas, diante de complicações legislativas, ela percebeu que a única forma de participar diretamente das Eleições 2014 era aliar-se ao que parecia-lhe mais íntimo e semelhante.  Então percebeu em Eduardo Campos um forte potencial político, um nome forte no Norte, reconhecimento obtido após o seu governo ter tido um índice altíssimo e quase unânime de aprovação.  Enquanto Dilma e Aécio tão cedo já se enfrentavam discretamente nos noticiários, Marina confirmava sua afiliação ao PSB e a sua candidatura à vice-presidência. Eduardo Campos reduziu o número das intenções de Marina, além de aumentar o eleitorado petista, porque os brasileiros não o conheciam tanto quanto ela. Dilma Rousseff comemorou e Aécio cresceu – e muito. Campos tinha consciência da dificuldade em enfrentá-los, mas o fez com a cabeça erguida e o otimismo (talvez pseudo) de quem definitivamente queria vencê-los. Sejamos honestos, ele não venceria. Porém, a sua precoce e chocante morte nesta quarta-feira implicou também na grande probabilidade de termos Marina ascendendo à candidatura em sua memória, sendo esta uma reviravolta drástica nos rumos de Outubro. Não é preciso ser um especialista político para entender que o Brasil a prefere, talvez por impulso em vê-la como extremamente contrária aos conceitos do governo atual, também pelo inevitável cansaço causado pelo PT após 12 anos de comando oscilante, corrupto e vexatório para a imagem do país lá fora. É conveniente para o PSB candidatá-la, afinal, ela talvez seja a única esperança em destronar o PT. A morte de Eduardo Campos é ainda o assunto do momento e assim será durante os próximos dias. Após isso, o Partido Socialista Brasileiro precisa manter os pêsames no cemitério por razões políticas e determinar um substituto, se havê-lo. Que seja Marina Silva ! Que uma morte, por mais triste que seja para a família e amigos – que fique o meu respeito por estes – desperte o Brasil ao direcioná-lo ao caminho certo, que não é vermelho, nem estrelado, mas que pode ser verde e esperançoso. Drásticas serão as mudanças políticas daqui pra frente, mas que tal impacto seja positivo, porque ” pior que está não fica ”. As falsas lágrimas pararão de cair e os dissimulados sentimentos penosos darão lugar ao inevitável politicismo nas próximas semanas e as urnas devem nos surpreender em Outubro, talvez não ao seu começar, mas ao seu terminar.

Por: Kaio Lopes

CRÍTICA: ” A culpa é das estrelas ” vai muito além do modismo adolescente.

a.c.e.d.e

Não costumo ler muitos livros, prefiro as notícias, a realidade. Prefiro virar as páginas do cotidiano e lê-las com devida importância. Porém, ao ler ” A culpa é das estrelas ” percebi o porquê do extremo sucesso do livro, entendi o quão intenso foi o apego de quem o leu e o motivo pelo qual os jovens passaram a aclamá-lo, talvez uns nem tenham o lido e se aproveitem da repercussão para parecerem enturmados ou alguns não tenham lido com aquele ênfase, que é necessário para todas e quaisquer leituras. Sinto-me equivocado por ter afirmado ” ser mais uma explosão da cultura-pop super-estimado sem méritos ” ao perceber que, de repente, todos tinham se tornado fãs da obra. Enfim, refaço as minhas palavras: ” É, sem dúvidas, uma nova explosão da cultura-pop que deve ser super-estimada, pois tem méritos para tanto ” e acrescento a minha satisfação por ter vivido intensamente todas as páginas do livro e, ao final, ter suspirado e dito inevitavelmente: ” Okay, eu estava errado. Que livro ! ”. John Green (autor) soube mesclar as características do universo teen sem ultrapassar os limites e dosou corretamente os sentimentos de dois adolescentes, cuja identificação foi imediata e química inegável. Ao lermos estamos sujeitos ao lado criativo da mente, que imagina as cenas e as criam de acordo com o que acompanhamos e sabemos dos personagens. Hazel Grace e Augustus Waters (Gus) são dois jovens que enfrentam doenças graves, a garota é portadora de um câncer de tireoide que evolui para um metástase no pulmão (termos médicos me irritam, mas tenho de citá-los) e tal doença lhe obriga a andar com um cilindro de oxigênio e uma cânula no nariz, aparelhos que a mantém estável. O garoto tem OSTEOSARCOMA em remissão (o nome já implica em algo péssimo). Ambos participam de um Grupo de Apoio liderado pelo otimista Patrick, que irrita Hazel através da sua forma sempre animada de enxergar as coisas. Hazel, por consequência da sua doença, nunca tirava os pés da sua casa e evitava se aproximar das pessoas por temer a morte e ao morrer, machucá-las. Além disso, ela estava depressiva e naquela fase de vegetação. Augustus, por outro lado, apesar de entender a gravidade das suas doenças, sentia-se bem e aproveitava a vida sendo uma boa pessoa, bondade esta que fez com que Hazel inevitavelmente se aproximasse. Poderia escrever toda a sinopse do livro, incluindo os personagens secundários e aqueles detalhes – que apenas um fã se lembra – mas prefiro ser mais crítico, afinal, os leitores que estão por aqui provavelmente já tenham lido todo o livro e não é a minha intenção enrolá-los com uma reedição. Enfim, o clichê já não é mais uma opção, é uma inevitabilidade, só resta aos autores saber controlá-lo e John soube através de diálogos inteligentíssimos e metáforas fantásticas, que causaram um impacto nos leitores. A projeção do livro e o desenvolvimento da história foram pontes fortes. A mesmice foi deixada de lado e a monotonia ignorada para darem espaço ao dinamismo e a rapidez e realismo com que as coisas aconteciam, desde a resposta do escritor favorito de Hazel para a pergunta de Gus até a emocionante e necessária morte repentina do rapaz. Foram momentos que nos fizeram repensar sobre a vida e entendermos que, independentemente do sofrimento, sempre temos que seguir em frente e buscarmos algo que nos motive a andar de maneira calma e com a cabeça erguida. Foram cenas que nos fizeram rir – afinal, o humor sútil e o sarcasmo dos personagens rendiam frases memoráveis – e chorar, o segundo sentimento com mais frequência. Explorar o câncer é desafiador e corajoso, o que culmina no fracasso absoluto ou no enorme sucesso. A Culpa é das Estrelas seguiu o segundo caminho e aprofundou o tema com naturalidade e respeito, mas o fim dessas histórias, felizes ou não, sempre emocionam e as lágrimas foram incontidas durante e após a leitura. Em 05/06 estreará a versão cinematográfica do livro e baseando-se nos trailers já divulgados já podemos esperar por mais e mais lágrimas e uma adaptação infalível, acompanhada de uma trilha sonora impecável e de atuações que remetem exatamente ao que imaginávamos ao vivermos as palavras inesquecível de um épico livro.

Aqui fica um trailer do filme. Aos que ainda não leram o livro, corram e leiam e aos que experimentaram tamanho fascínio, aguardem pelo filme.

 Por: Kaio Lopes

SÉRIES: The Big Bang Theory tem a sua melhor season-finale.

The Status Quo Combustion

O fenômeno ” The Big Bang Theory ” novamente bateu um recorde. Atingiu nesta quinta-feira, 15, a sua maior audiência em um final de temporada (season-finale), sendo assistida por cerca de 16,3 milhões de pessoas e tendo 4.9 na demo, o que a manteve na liderança absoluta. O recorde de audiência da temporada – e de toda a série – é de 20,44 milhões no 2º episódio desta temporada. Os índices do sétimo ano da série são expressivos e garantiram mais três temporadas. O episódio em questão focou na reação dos personagens ao noivado de Leonard e Penny, especialmente na forma com a qual Sheldon tratará toda a situação.

THE BIG BANG THEORY é exibida no Brasil pela Warner, com episódios inéditos nas terças-feiras e reprises da atual temporada e de outras durante toda a semana.

Por: Kaio Lopes

Brasileirão 2014 é tecnicamente pobre:

brasileirão

Infelizmente estamos prestes a acompanhar um dos piores anos da história do Campeonato Brasileiro, senão o pior. Afinal, não há técnica e falta aquela essência que sempre fez do BRASILEIRÃO um dos melhores campeonatos do mundo. Entre os clubes paulistas, apenas o Corinthians tem um elenco capaz de conquistar o título, porque tem um sistema defensivo impecável e um meio-campo extremamente forte, apesar de faltar ” aquele atacante ”. São Paulo tem uma zaga insegura e um futebol previsível, que facilita para os adversários e mesmo tendo poderes individuais, é óbvio que uma competição tão longa não é conquistada através da qualidade de uns jogadores. O Palmeiras está definitivamente fora de questão, não é um clube bom há anos e tão cedo não será, depende da garra de um certo jogador e tem mínimas chances apenas em competições mais curtas. E o Santos já demonstrou nas primeiras rodadas o mesmo erro que o Corinthians no ano passado, um conformismo e uma falta de criatividade que aparenta preguiça do elenco, um time limitado e que certamente empatará muito ao redor da competição. Ah, os cariocas ! Flamengo tem um elenco mediano e uma torcida meia-boca – literalmente – que não coloca em prática aqueles gritos de apoio quando a situação está complicada, além de ter uma defesa frágil, cuja entrada é mais livre e simples que a de um show de funk. O Botafogo oscila muito e tem sido medroso e pequeno perante aos adversários. O Fluminense, apesar de ter começado bem o campeonato, é absolutamente dependente de Fred, que talvez deixe o clube após a Copa e que, como havia afirmado acima, não conseguirá levar sozinho o ” clube da SÉRIE B ” ao título. O futebol mineiro está representado por dois bons times, com elencos entrosados e candidatos ao título, porém já mostraram-se infantis na Libertadores e tal infantidade será prejudicial aos cruzeirenses e atleticanos; o time celeste acaba de ser eliminado de uma competição, cujo favorito era o próprio, e isso talvez cause alterações drásticas na forma de jogar. A situação do futebol gaúcho é imprevisível. O Inter é um típico cavalo-paraguaio, que aparenta isso, mas o desfecho é aquilo, mas com o estádio renovado (e fantástico, por sinal) os colorados terão ainda mais vontade de jogar futebol, pois é um dos favoritos e o desafio é manter-se firme e forte até o final, ao contrário do que geralmente fazem. O Grêmio é equipado e estruturado, é taticamente fortíssimo, mas parece estar desanimado na competição e mesmo que ainda tenham sido apenas 4 rodadas, estas podem ser cruciais lá no final. Os outros clubes, sejamos honestos, no máximo atingirão uma terceira posição. Que a disputa continue e vença o mais inteligente, porque nem sempre superioridade é inteligência e a segunda qualidade é imprescindível.

Por: Kaio Lopes

” The Noite ” pisa no ” Agora é Tarde”.

danilo-rafinha

Segundo dados consolidados do ibope baseados na preferência do telespectador na Grande SP, o ” The Noite ” comandado por Danilo Gentili registrou sete vezes mais  audiência que o ” Agora é Tarde ” de Rafinha Bastos. Enquanto o programa do SBT bateu seu recorde, atingindo ótimos 7 pontos (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP), a atração da Band registrou um índice pífio: 1 ponto, ficando em diversos momentos atrás da Rede TV. Durante o confronto direto entre os concorrentes, o The Noite teve 8,8 (9) pontos contra 1.1 (1) do Agora é Tarde.

O The Noite recebeu a jornalista Rachel Sheherazade, que esclareceu algumas das suas polêmicas e se divertiu ao lado do apresentador, ainda cantou com o Ultraje um dos maiores sucessos da banda. O Agora é Tarde teve como entrevistado o apresentador Ronnie Von.

Rafinha Bastos tem sido criticado por ter diminuído seu tom e desqualificado o programa antes comandado pelo seu companheiro de humor Danilo Gentili. Já o segundo vem sendo reverenciado pela mídia dado ao seu carisma e a forma como conduz o seu talk-show, que já tem agradado de maneira explícita a cúpula do SBT.

Por: Kaio Lopes