Arquivo mensal: janeiro 2016

O consequente narciso do mimo educacional:

Houve um tempo em que, ainda que teimosos, os jovens tinham as decisões paternas/maternas como finalidade e, por conseguinte, as acatavam. Nesse tempo, embora revoltos, os adolescentes  guardavam em si sempre uma frase, qual seja: ”Meus pais não deixam/deixaram”. Quando a diziam, fazia sentido… Fazia.

Algum tempo depois, com uma ainda mais revolta juventude, o dito acima, antes decisivo, tornou-se piada. Muito em função, é óbvio, do mimo educacional com o qual a atual leva de jovens é tratado. A última palavra, não importa como for dita – se calma ou exclamada – é sempre do menor; tal fato até poderia ser interpretado como ”autonomia precoce” ou ”responsabilidade antecipada”, entretanto, não o é. Na realidade, como de praxe, é natural que haja uma arrogância crescente daquele que sempre recebe sinal positivo. Não que a repressão seja a atitude mais funcional, mas há de se pensar, sim, que tampouco a deturpação da liberdade pode ser. 

Contudo, é preocupante que a rebeldia juvenil tenha estado em condição superior ao educar adulto. Isto, entre tanto revés, traz ao primeiro a pseuda impressão de que lhe é endireitado tudo, sem haver inclusive consequência. A passividade dos pais tem sido fator mor para a empáfia dos filhos. Para a mudança disso, portanto, é imprescindível que a autoridade, não no sentido físico, mas principalmente no psicológico, seja posta de forma credível e crucial, dando, então, aos menores ordens às quais terão de respeitar, a contrapartida das suas vontades, afinal, a educação é de fato fruto caseiro. 

– Kaio Lopes

 

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