Morte de ascendente político deve causar alterações drásticas nas Eleições 2014:

O quão inevitável pode ser o ambíguo estado temporal entre o dormir e o acordar? O quão surpreendente pode ser a morte de quem parecia tão vivo? São perguntas sem respostas, porque não há como quantificar a inevitabilidade. A política brasileira que o diga. Ontem, numa sabatina no Jornal Nacional, Eduardo Campos evidenciava sua vontade em tornar-se o próximo Presidente da República ao ignorar a inimizade e as trocas de farpas e dar lugar ao conveniente tratado sobre suas propostas e o porquê delas. Hoje, 13 de agosto de 2014, uma intensidade midiática divulgava surpreendentemente a sua morte, sendo este um dos mais importantes acontecimentos políticos da história, por se tratar de um trágico e intrigante acidente, que resultou no falecimento de um candidato considerável, uma opção mais limpa para presidente – diante de adversários politicamente desonestos e historicamente desconfiáveis. Segundo as recentes pesquisas, o ex-governador pernambucano aparecia com 10 % (-2 ou +2 de margem de erro), porcentagem que não ameaçava os consideráveis números de Aécio Neves (PSBD) e Dilma Rousseff (PT). Marina Silva sempre foi a opção mais confortável para grande parte dos brasileiros desde a sua ascensão popular em 2010. Mas, diante de complicações legislativas, ela percebeu que a única forma de participar diretamente das Eleições 2014 era aliar-se ao que parecia-lhe mais íntimo e semelhante.  Então percebeu em Eduardo Campos um forte potencial político, um nome forte no Norte, reconhecimento obtido após o seu governo ter tido um índice altíssimo e quase unânime de aprovação.  Enquanto Dilma e Aécio tão cedo já se enfrentavam discretamente nos noticiários, Marina confirmava sua afiliação ao PSB e a sua candidatura à vice-presidência. Eduardo Campos reduziu o número das intenções de Marina, além de aumentar o eleitorado petista, porque os brasileiros não o conheciam tanto quanto ela. Dilma Rousseff comemorou e Aécio cresceu – e muito. Campos tinha consciência da dificuldade em enfrentá-los, mas o fez com a cabeça erguida e o otimismo (talvez pseudo) de quem definitivamente queria vencê-los. Sejamos honestos, ele não venceria. Porém, a sua precoce e chocante morte nesta quarta-feira implicou também na grande probabilidade de termos Marina ascendendo à candidatura em sua memória, sendo esta uma reviravolta drástica nos rumos de Outubro. Não é preciso ser um especialista político para entender que o Brasil a prefere, talvez por impulso em vê-la como extremamente contrária aos conceitos do governo atual, também pelo inevitável cansaço causado pelo PT após 12 anos de comando oscilante, corrupto e vexatório para a imagem do país lá fora. É conveniente para o PSB candidatá-la, afinal, ela talvez seja a única esperança em destronar o PT. A morte de Eduardo Campos é ainda o assunto do momento e assim será durante os próximos dias. Após isso, o Partido Socialista Brasileiro precisa manter os pêsames no cemitério por razões políticas e determinar um substituto, se havê-lo. Que seja Marina Silva ! Que uma morte, por mais triste que seja para a família e amigos – que fique o meu respeito por estes – desperte o Brasil ao direcioná-lo ao caminho certo, que não é vermelho, nem estrelado, mas que pode ser verde e esperançoso. Drásticas serão as mudanças políticas daqui pra frente, mas que tal impacto seja positivo, porque ” pior que está não fica ”. As falsas lágrimas pararão de cair e os dissimulados sentimentos penosos darão lugar ao inevitável politicismo nas próximas semanas e as urnas devem nos surpreender em Outubro, talvez não ao seu começar, mas ao seu terminar.

Por: Kaio Lopes

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Publicado em 13 de agosto de 2014, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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