CRÍTICA: ” A culpa é das estrelas ” vai muito além do modismo adolescente.

a.c.e.d.e

Não costumo ler muitos livros, prefiro as notícias, a realidade. Prefiro virar as páginas do cotidiano e lê-las com devida importância. Porém, ao ler ” A culpa é das estrelas ” percebi o porquê do extremo sucesso do livro, entendi o quão intenso foi o apego de quem o leu e o motivo pelo qual os jovens passaram a aclamá-lo, talvez uns nem tenham o lido e se aproveitem da repercussão para parecerem enturmados ou alguns não tenham lido com aquele ênfase, que é necessário para todas e quaisquer leituras. Sinto-me equivocado por ter afirmado ” ser mais uma explosão da cultura-pop super-estimado sem méritos ” ao perceber que, de repente, todos tinham se tornado fãs da obra. Enfim, refaço as minhas palavras: ” É, sem dúvidas, uma nova explosão da cultura-pop que deve ser super-estimada, pois tem méritos para tanto ” e acrescento a minha satisfação por ter vivido intensamente todas as páginas do livro e, ao final, ter suspirado e dito inevitavelmente: ” Okay, eu estava errado. Que livro ! ”. John Green (autor) soube mesclar as características do universo teen sem ultrapassar os limites e dosou corretamente os sentimentos de dois adolescentes, cuja identificação foi imediata e química inegável. Ao lermos estamos sujeitos ao lado criativo da mente, que imagina as cenas e as criam de acordo com o que acompanhamos e sabemos dos personagens. Hazel Grace e Augustus Waters (Gus) são dois jovens que enfrentam doenças graves, a garota é portadora de um câncer de tireoide que evolui para um metástase no pulmão (termos médicos me irritam, mas tenho de citá-los) e tal doença lhe obriga a andar com um cilindro de oxigênio e uma cânula no nariz, aparelhos que a mantém estável. O garoto tem OSTEOSARCOMA em remissão (o nome já implica em algo péssimo). Ambos participam de um Grupo de Apoio liderado pelo otimista Patrick, que irrita Hazel através da sua forma sempre animada de enxergar as coisas. Hazel, por consequência da sua doença, nunca tirava os pés da sua casa e evitava se aproximar das pessoas por temer a morte e ao morrer, machucá-las. Além disso, ela estava depressiva e naquela fase de vegetação. Augustus, por outro lado, apesar de entender a gravidade das suas doenças, sentia-se bem e aproveitava a vida sendo uma boa pessoa, bondade esta que fez com que Hazel inevitavelmente se aproximasse. Poderia escrever toda a sinopse do livro, incluindo os personagens secundários e aqueles detalhes – que apenas um fã se lembra – mas prefiro ser mais crítico, afinal, os leitores que estão por aqui provavelmente já tenham lido todo o livro e não é a minha intenção enrolá-los com uma reedição. Enfim, o clichê já não é mais uma opção, é uma inevitabilidade, só resta aos autores saber controlá-lo e John soube através de diálogos inteligentíssimos e metáforas fantásticas, que causaram um impacto nos leitores. A projeção do livro e o desenvolvimento da história foram pontes fortes. A mesmice foi deixada de lado e a monotonia ignorada para darem espaço ao dinamismo e a rapidez e realismo com que as coisas aconteciam, desde a resposta do escritor favorito de Hazel para a pergunta de Gus até a emocionante e necessária morte repentina do rapaz. Foram momentos que nos fizeram repensar sobre a vida e entendermos que, independentemente do sofrimento, sempre temos que seguir em frente e buscarmos algo que nos motive a andar de maneira calma e com a cabeça erguida. Foram cenas que nos fizeram rir – afinal, o humor sútil e o sarcasmo dos personagens rendiam frases memoráveis – e chorar, o segundo sentimento com mais frequência. Explorar o câncer é desafiador e corajoso, o que culmina no fracasso absoluto ou no enorme sucesso. A Culpa é das Estrelas seguiu o segundo caminho e aprofundou o tema com naturalidade e respeito, mas o fim dessas histórias, felizes ou não, sempre emocionam e as lágrimas foram incontidas durante e após a leitura. Em 05/06 estreará a versão cinematográfica do livro e baseando-se nos trailers já divulgados já podemos esperar por mais e mais lágrimas e uma adaptação infalível, acompanhada de uma trilha sonora impecável e de atuações que remetem exatamente ao que imaginávamos ao vivermos as palavras inesquecível de um épico livro.

Aqui fica um trailer do filme. Aos que ainda não leram o livro, corram e leiam e aos que experimentaram tamanho fascínio, aguardem pelo filme.

 Por: Kaio Lopes

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Publicado em 18 de maio de 2014, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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