OPINIÃO: American Horror Story

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Na volta da coluna ” OPINIÃO ”, opinarei sobre as três diferentes temporadas do sucesso norte-americano American Horror Story, que também é um fenômeno no Brasil. É uma análise sobre as primeiras temporadas: Murder House, Asylum e Coven. 

MURDER HOUSE: É uma ótima temporada. Absolutamente dinâmica, ativa e imprevisível, com histórias centrais interessantes e com todos os núcleos se interligando de uma forma coerente e honesta. Porém houveram confusões no roteiro ao tentarem dar uma explicação detalhada sobre o porquê de tudo. As atuações – com exceção da limitada interpretação de Dylan McDermott, estiveram sempre em alta, com raras oscilações. A season finale foi sensacional. Esteve correta do começo ao fim, tendo um desfecho justo e trágico, afinal, quem foi que disse que as séries precisam ter finais felizes? Murder House acertou nisso. Atravessou as críticas, manteve a qualidade e não foi induzida pelas opiniões convencionais dos críticos, o que culminou numa temporada convincente e repercutida. A audiência foi de 2,8 milhões, um sucesso.

ASYLUM: Impossível descrever o quão espetacular foi American Horror Story: Asylum. Impecável nas atuações, no roteiro, nos cenários e situações, absolutamente chocante e corajosa. Foi disparada a melhor temporada e talvez jamais seja superada. O que foi Jessica Lange no papel de ” Sister Jude ” ? Espetacular interpretação perante aos textos propostos, conseguiu manter a personagem intacta da season premiere até a season finale, rendendo a Jessica criticas positivíssimas. Mas não foi só ela que esteve em seu ápice. Sarah Paulson como Lana Winters (a eterna Lana Banana) esteve brilhante, dando ênfase ao seu drama de uma maneira extremamente realista e tendo no final uma atuação perfeita, mostrando que em Asylum todos poderiam mudar drasticamente as suas atitudes, proporcionando aos fãs uma imprevisibilidade prazerosa de se acompanhar. Lily Rabe no papel de ” Sister Mary Eunice ” esteve ousada e sensacional em suas cenas, especialmente nas que esteve acompanhada pela Sister Jude – porém teve uma morte leve dado ao que o público esperava, após ela ter tido uma vilania tão irritante, que causou ódio na maioria dos fãs. James Cromwell como Dr. Arthur Arden, Zachary Quinto como Dr. Oliver Thredson, Evan Peters como Kit Walker, Lizzie Brocheré como Grace e Joseph Fiennes como Monsenhor Timothy Howard também demonstraram segurança em seus respectivos e agradáveis papeis. Asylum foi tão incrível, que torna-se impossível citar todos os momentos inesquecíveis, entre os quais se incluem descumprimentos de conceitos religiosos, crimes atrozes e o fechamento da Briarcliff. Foi uma temporada que conseguiu causar simpatia entre os protagonistas e o público, pois o sofrimento de Kit e Lana eram tão injustos e intensos, que era impossível não torcer para que ambos conseguissem logo denunciar o manicômio. Iria ser um louco se esquecesse de citar a viciante canção ♪ Dominique, nique, nique ♪ e a inesquecível e divertidíssima The Name Game – cantada por Jessica Lange em um momento delirante da Sister Jude. Enfim, não há como não amar Asylum e que não ousem tê-la como ruim, média e (ou) boa. Foi espetacular – pena que a audiência foi a pior entre as três temporadas, mas não menos significativa.

COVEN: Foi definitivamente a que menos me agradou, porém se mostrou um fenômeno de audiência, principalmente por ter tido como tema principal um tema tão jovem quanto a bruxaria. Coven foi confusa, errônea em alguns momentos, incoerente em outros e algumas atuações foram vexatórias, como a de Taissa Farmiga e de Evan Peters, ambos indo a contrapartida do que fizeram em Murder House, quando estiveram bens demais.  Porém outras atuações foram encantadoras, me refiro principalmente ao que foi realizado com proeza novamente por Jessica Lange, agora no papel de Fiona Goode, mas também a Sarah Paulson, que esteve ótima como Cordelia Foxx. Porém as palmas dessa vez são batidas para Emma Roberts (espetacular atriz) que mostrou o porquê de ser um sucesso no que faz ao interpretar Madison Montgomery e simplesmente deixar os seus companheiros de cena invisíveis perante ao seu talento arrebatador. Lily Rabe desta vez atuou como Misty Day, uma personagem mediana. Kathy Bates me agradou muito no papel de Madame LaLaurie, afinal, o seu racismo era tão grande quanto a sua arrogância, características que a puseram em textos magníficos e marcantes, rendendo ao público impecáveis cenas – ao lado de Gabourey Sidibe (Queenie) principalmente. O final de Coven foi bom, estando ele no patamar de todos os outros episódios. A bruxaria não me agrada, mas Coven me agradou, muito menos que as temporadas anteriores, mas de uma forma diferente, mostrando que um tema chato pode ser realizado de uma forma a transformá-lo drasticamente e deixá-lo bacana. Mas foi a indefinição central o grande problema de Coven, as histórias se perdiam e Ryan não manteve as situações como deveria ter as mantido, fez uma mistura de temas desnecessários. Resta-me apenas dizer que Coven valeu mais por cenas específicas e atuações restritas do que pelo contexto geral.

Por: Kaio Lopes

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Publicado em 17 de fevereiro de 2014, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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