Califórnia, aqui vamos nós:

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The O.C (Um Estranho no Paraíso) já é por si um título sugestivo e que explica em uma frase o ponto crucial do seriado. Diante da pseuda-perfeição de Orange County (daí a sigla O.C), uma visita de um jovem de Chino assustaria, imaginem então sua adoção? 

Ryan Atwooad (Ben McKenzie) é um adolescente problemático, principalmente pela influência do seu irmão Tray. E num desses problemas, ele acaba sendo preso, mas tem ao seu lado a advocacia pública e eficiente de Sandy Cohen (Peter Gallaguer) – um dos habitantes da luxuosa Newport Beach. Mas o profissionalismo de Sandy, ao mesmo tempo que evidenciado, é contrastado com a sua identificação com Ryan… é aí que surge o convite de Sandy para que o ” garoto problema ” passe alguns dias em sua casa, afinal, Ryan não se dava bem com sua família e, inclusive, havia sido expulso de sua casa. O problema é que Kirsten Cohen (Kelly Rowan), a aparentemente perfeita esposa de Sandy, teme que o adolescente prejudique o filho do casal, Seth Cohen (Adam Brody), que para a sua surpresa, torna-se amigo de Ryan logo de cara, já que ele tinha sido em anos a única pessoa que o entendia de verdade e com a qual havia confiança. Sandy havia proposto que Ryan ficasse durante um fim de semana na mansão dos Cohen, mas então ao fim dela, quando ele esperava a decisão que definiria seu futuro, entre seguir a vida fora ou dentro de O.C, surge Marissa Cooper (Mischa Barton), garota pela qual se apaixonaria e com a qual superaria o preconceito social imposto na rica região, que rejeitava um caso entre um pobre com um rica. 

Ryan então fica em Newport Beach, para a alegria de Marissa, Seth e Sandy, porém para o desespero da ambiciosa e interesseira Julie Cooper (Melinda Clarke), mãe de Marissa, que reprova de forma ríspida a chegada do novo ” caso ” da sua filha… e também porque Marissa namorava Luke, um garoto de uma família rica, mas que a traia frequentemente. Marissa era a melhor amiga de Summer Roberts (patricinha, que aparentava futilidade, mas que no fundo era uma boa pessoa)… Ela sempre foi a grande paixão não correspondida de Seth, o nerd que era rejeitado por ela. Com a chegada de Ryan, tudo muda… Então a ” perfeita ” Orange Country ” torna-se turbulenta, mais pelos segredos revelados, que chocavam as pessoas, do que pela chegada de Ryan. Mas a verdade é que se ele não tivesse chegado, o lado pobre da rica Newport Beach continuaria a ser omitido e tudo poderia ter sido bem pior.

Estava começando então a série adolescente de maior sucesso e repercussão da história, não havia Dawnson’s Creek que a superaria, tão pouco Gossip Girls que a substituiria. THE O.C logo em seu episódio piloto, aliás, um dos melhores da sua curta trajetória de oscilantes quatro temporadas, tornou-se a sensação cultural da década.

THE O.C tinha um cenário atraente, interpretações icônicas, como a de Adam Brody e a de Melinda Clarke, mas também tinha seus altos e baixos, até mesmo pelas atuações dos seus ” protagonistas ” – que eram meros coadjuvantes, visto que o casal preferido e melhor posto perante ao público foi Seth e Summer. A química de Ryan e Marissa nem era o problema, na verdade a seriedade de Ryan e o dramalhão de Marissa fez deles chatos e apagados durante muitas cenas, mas ainda sim eram o ponto crucial da série. Quando os quatro, me refiro aos dois casais princiais, ficavam juntos as cenas eram absurdamente históricas, sendo elas muitas vezes inesquecíveis e recordes de audiência. A audiência também oscilou bastante. Uma série de drama romântico, principalmente por ser direcionada diretamente ao público teen, mas ainda abordando questões adultas, sofria e ainda sofre preconceitos dos insuportáveis críticos, mas os jovens costumam ser incisivos e fizeram das duas primeiras temporadas do programa um fenômeno numérico, trazendo não só um grande público ao canal que a exibia, como uma legião de fãs por todo o mundo, especialmente aqui no Brasil, quando exibida pelo SBT. Talvez o único erro do roteiro foi centralizar-se em Marissa e suas recaídas, suas idas e vindas e seus problemas, que fizeram dela uma personagem chata… e na terceira temporada, absolutamente insuportável. Por trás das câmeras, Mischa Barton não ajudava e acabou por rescindir seu contrato com a emissora e então era inevitável a morte de Marissa, já que ela estava causando uma queda significativa tanto na audiência quanto na qualidade da atração.

Independentemente das oscilações e de uma terceira temporada arrastada, cansativa e prejudicial aos rumos do programa, haviam sempre histórias interessantes e o roteiro passava por uma reformulação, voltando ao tom leve e agradável da épica primeira temporada. Na quarta temporada o seriado voltou com tudo e sem as chatices de Marissa, ganhou uma nova personagem, Taylor Townsend (Autumn Reeser), que fez da série um sucesso de crítica novamente, mesmo que o público não fossse o mesmo. Houveram personagens secundários que conquistaram fãs, como Anna e Hayley. Os últimos episódios da série foram emocionantes e fizeram com que os verdadeiros fãs esquecessem os problemas das temporadas anteriores e até daquela – que era quase perfeita – e rancou lágrimas dos milhões de olhos que acompanharam de forma assídua, fiel e influente todos os quase 100 episódios daquela história, que muito mais que um programa adolescente, foi uma lição de vida atuada e uma forma de refletir sobre os problemas, os defeitos e as qualidades, que fazem parte de todos nós, mas que no fim, o que prevalecerá é o merecimento e o caráter.

Todos foram bem no seriado, tiveram seus bons, ótimos, ruins e péssimos momentos, mas a realidade é que The O.C mudou o cenário da cultura pop em seus quatro anos de exibição e tornou-se referência televisiva, sendo a percursora de um gênero difícil de fixar-se e ser mantido com êxito na televisão.

Eu virei fã da série e toda vez que assisto, não posso deixar de cantar junto: ♪  California, here we come ♪ ♥ 

Foi Ryan, Marissa, Seth, Summer, Kirsten, Sandy, Julie… Fomos todos nós.

E afirmo com total segurança que não haverá jamais uma série de drama juvenil que supere ou até mesmo iguale o sucesso e o marco causado pelos moradores de O.C.

De um grande fã:

Kaio Lopes

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Publicado em 30 de novembro de 2013, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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