Reynaldo Gianecchini é recebido com aplausos e chora na reestreia de “Cruel” em

O ator Reynaldo Gianecchini voltou a pisar no palco do Teatro Faap, em São Paulo, às 21h23 desta terça-feira (13), para a reestreia da peça “Cruel”. Sem cabelos, reflexo do tratamento contra o linfoma que enfrenta desde o ano passado, o ator foi recebido calorosamente pelo público. Os espectadores o aplaudiram em pé, por dois minutos, assim que ele entrou em cena e retirou o jornal que lhe cobria o rosto, como parte da encenação.

Ao longo da peça, houve ao menos um momento de risos. Numa das cenas, a personagem interpretada por Maria Manoella se dirige a Gianecchini e comenta: “Você mudou”. Na sequência, o ator olha para um espelho do cenário, passa a mão na cabeça raspada, e retruca: “É, eu mudei”.

No fim do espetáculo, que tinha ingressos esgotados, Gianecchini chorou. Agradeceu à mãe, Heloisa, aos integrantes da produção e aos médicos que participaram de seu tratamento. Muitos dos espectadores também se emocionaram.

“Agradeço a Deus e à imprensa por ter tido o cuidado com ele em alguns momentos delicados. Foi uma noite maravilhosa, um sonho vê-lo no palco fazendo o que ele ama”, disse Heloisa.

Parceiro de palco, Erik Marmo elogiou o desempenho do colega. “É impressionante como ele voltou mais forte. Até o visual ajudou o personagem”, disse.

Na trama de “Cruel”, Tekla (Maria Manoella) trai o marido Gustavo (Reynaldo Gianecchini) e se apaixona por Adolfo (Erik Marmo), com quem se casa. As dores, frustrações, inseguranças e falhas deste relacionamento são o tema de “Cruel”, adaptação da obra do sueco August Strindberg.

Na época da estreia do espetáculo, Gianecchini falou sobre o que mais gostou no papel. “O que me interessou no texto foi a relação entre os personagens, as camadas de cada um. Ele [Gustavo] é o mais cruel, mas ao mesmo tempo é fraco. Tem uma coisa de vingança nisso tudo. O jeito dele de tentar superar a traição é os destruindo”.

Erik Marmo, que interpreta Adolfo, o marido apaixonado e ao mesmo tempo inseguro pela possibilidade de perder a mulher, diz que criou o personagem com base em vivências próximas. “Todo mundo tem uma dor profunda, uma loucura. Tive que buscar em mim esses sentimentos para criar o personagem”, explica.

Para valorizar o intimismo do espetáculo, cerca de 100 lugares serão fechados para deixar a sala do Teatro Faap menor. “A ideia é que o público tenha a impressão de que está espiando sua própria vida pelo buraco da fechadura”, explica o diretor Elias Andreato.

Reynaldo Gianecchini se emociona no final de "Cruel"

UOL

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Publicado em 14 de março de 2012, em Uncategorized e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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